No coração do Instituto InvisibiliDown pulsa uma verdade profunda: a de que toda vida merece ser vista, celebrada e ter seus direitos garantidos. A história da organização não começa em um escritório ou em um plano de negócios, mas na jornada pessoal de um pai, Thiago Ribeiro, cujo amor por seu filho, Noah, abriu seus olhos para uma realidade que muitos na sociedade preferem não enxergar. O nascimento de Noah, um menino negro com Síndrome de Down, foi a semente que plantou a missão do InvisibiliDown, transformando uma experiência individual em um movimento social abrangente.
A experiência vivida por Thiago Ribeiro com seu filho Noah é mais do que uma anedota comovente; ela representa o catalisador autêntico para a criação de um movimento social significativo. Ao vivenciar diretamente a intersecção de raça e deficiência, Thiago pôde identificar uma lacuna sistêmica e as barreiras específicas enfrentadas por essa população. Essa vivência direta com a realidade das pessoas negras e indígenas com Síndrome de Down revelou a necessidade urgente de uma organização dedicada a combater a invisibilidade e a discriminação. A fundação do instituto, enraizada nessa experiência pessoal, confere à sua filosofia uma autenticidade, empatia e credibilidade inegáveis, assegurando que o trabalho seja profundamente conectado à realidade daqueles a quem serve.
O Instituto InvisibiliDown foi concebido para confrontar um desafio persistente e doloroso: o mito de que a população negra seria imune à Síndrome de Down. Essa crença equivocada não é apenas um erro factual; ela atua como um véu que encobre a existência de milhares de pessoas, negando-lhes visibilidade, reconhecimento e, consequentemente, acesso a direitos e oportunidades fundamentais. É uma manifestação de racismo e capacitismo que silencia vozes e apaga presenças. No Instituto InvisibiliDown, a recusa em aceitar essa invisibilidade é o pilar central de sua filosofia.
A perpetuação do "mito da imunidade" tem implicações profundas, resultando em uma "dupla invisibilidade" para indivíduos negros e indígenas com Síndrome de Down. Eles são frequentemente marginalizados tanto no discurso predominante sobre deficiência, que muitas vezes é centrado em populações brancas, quanto em suas próprias comunidades raciais, onde a condição pode ser menos discutida ou compreendida devido a essa mesma crença. Essa marginalização dupla se traduz em uma escassez de apoio culturalmente competente, recursos específicos e esforços de advocacia direcionados. A filosofia do InvisibiliDown, portanto, é uma luta multifacetada pela existência e pelos direitos plenos, buscando desmantelar essas barreiras e garantir que a dignidade humana não tenha cor nem condição.
A missão do Instituto InvisibiliDown é um compromisso inabalável com a garantia de direitos e a promoção da plena inclusão para pessoas negras e indígenas com Síndrome de Down. A organização luta incansavelmente para desconstruir preconceitos, derrubar barreiras e construir um futuro onde a diversidade seja celebrada em todas as suas formas. Este compromisso vai além da simples conscientização; ele se manifesta na busca ativa por justiça social e equidade.
As ações do Instituto InvisibiliDown são fundamentadas em pilares estratégicos que visam transformar a invisibilidade em plena presença e empoderamento.
Acreditando no poder transformador da imagem e da narrativa, o Instituto InvisibiliDown utiliza a arte como uma ferramenta essencial para trazer à luz as histórias, os rostos e as vidas que foram historicamente ignoradas. Através da fotografia e de projetos artísticos, a organização cria representatividade e desafia a narrativa dominante. O projeto expositivo "InvisibiliDOWN – Ensaios sobre o Racismo e a Síndrome de Down" é um exemplo claro dessa abordagem. Além disso, a iniciativa de um "Livro de Fotografia Global" que documentará famílias negras e indígenas com Síndrome de Down em todo o mundo visa expandir ainda mais o alcance dessa mensagem, afirmando a existência e a beleza dessas vidas.
O uso da arte e da documentação fotográfica vai muito além da mera "conscientização". Essas iniciativas são atos de criação e afirmação da existência. Ao preencher a lacuna visual e narrativa que o "mito da imunidade" e a discriminação criaram, o instituto não apenas combate a invisibilidade, mas também produz um registro irrefutável da diversidade e da presença dessas pessoas. Esse material visual serve como uma poderosa ferramenta de advocacia, fornecendo evidências tangíveis para a defesa de direitos e a promoção de políticas públicas mais inclusivas. A arte, nesse contexto, transcende sua função estética e se torna um instrumento estratégico para a transformação social e a garantia efetiva de direitos.
O Instituto InvisibiliDown compreende que ninguém deve caminhar sozinho. O empoderamento começa na conexão, no cuidado mútuo e na partilha de experiências. Por isso, a organização fomenta a criação de comunidades de apoio, com foco especial em mães negras, onde elas podem se fortalecer, trocar conhecimentos e encontrar o suporte necessário para cuidar de suas famílias e lutar por seus direitos.
A formação dessas comunidades, particularmente para mães negras, é um ato de empoderamento que combate ativamente o isolamento e a invisibilidade que essas famílias podem enfrentar. Em um contexto onde o "mito da imunidade" pode levar à falta de reconhecimento e suporte específico, a união dessas famílias valida suas experiências compartilhadas e cria um espaço seguro para a troca de informações vitais e apoio emocional. Essa iniciativa não só oferece suporte individual, mas também constrói uma base sólida para a ação coletiva. Ao compartilhar suas histórias e identificar necessidades comuns, essas famílias podem amplificar suas vozes, transformando experiências individuais em uma força unificada para a defesa de direitos e a mudança social. É uma estratégia de base que complementa e fortalece os esforços de advocacia em níveis mais amplos.
A atuação do Instituto InvisibiliDown transcende a conscientização e o apoio direto. A organização se posiciona como uma ativista incansável pelos direitos humanos, trabalhando para influenciar políticas públicas e promover mudanças estruturais na sociedade. Thiago Ribeiro, fundador do instituto, é reconhecido como ativista pelos direitos humanos e Embaixador do Instituto Jô Clemente (Antiga APAE de SP), o que demonstra o compromisso com a advocacia em níveis institucionais. O instituto atua como embaixador da inclusão, dialogando com diversas instituições e com a sociedade em geral para garantir que as vozes das pessoas com Síndrome de Down, especialmente as negras e indígenas, sejam ouvidas e suas necessidades atendidas.
O Instituto InvisibiliDown sonha com um mundo onde o mito da invisibilidade seja apenas uma lembrança distante. Um futuro onde cada pessoa com Síndrome de Down, independentemente de sua cor ou origem, seja reconhecida em sua plenitude, com seus direitos respeitados e suas contribuições valorizadas. É a visão de um futuro onde o racismo e o capacitismo não encontrem espaço, e a diversidade seja a norma, não a exceção.
O Instituto InvisibiliDown é mais do que uma organização; é um movimento. É um chamado para que todos se unam nessa jornada de desvendar a invisibilidade e construir um futuro mais justo e humano. A presença, o apoio e a voz de cada indivíduo são fundamentais para que esse sonho se torne realidade.
No coração do Instituto InvisibiliDOWN, pulsa um propósito inadiável: desvelar a verdade e combater a injustiça que silencia e diminui vidas. Existimos porque a realidade de indivíduos negros e indígenas com síndrome de Down, marcada por uma expectativa de vida 50% menor devido a iniquidades sistêmicas, não pode mais ser ignorada. Nosso propósito é ser a lente que ilumina o que foi invisibilizado, o dado que desafia o preconceito e a voz que clama por equidade e dignidade para todos.
Nossa visão é um mundo onde a raça e a deficiência não determinam o destino. Sonhamos com uma sociedade onde cada indivíduo negro e indígena com Síndrome de Down seja plenamente visível, valorizado e tenha acesso irrestrito a todos os direitos e oportunidades, vivendo uma vida digna e equitativa. Um futuro onde a inclusão não seja uma meta, mas uma realidade intrínseca.
O Instituto InvisibiliDOWN combate a invisibilidade interseccional e as disparidades sistêmicas através da fotografia documental, pesquisa aprofundada e advocacia direta. Geramos conhecimento e narrativas que influenciam políticas públicas, promovem a inclusão real e catalisam a transformação social para uma vida digna e equitativa.
Nossas ações são guiadas por um conjunto de princípios fundamentais que refletem nossa identidade e nosso compromisso.
Combater a invisibilidade interseccional e as disparidades sistêmicas que afetam indivíduos negros, indígenas e periféricos com Síndrome de Down, transformando indignação em políticas públicas eficazes e garantindo plena cidadania.
A pauta da pessoa negra com deficiência é ignorada tanto pelo movimento de justiça racial quanto pelo movimento de inclusão (centrado em experiências brancas).
O conceito que cunhamos para definir a exclusão racial sutil que opera *dentro* dos espaços de inclusão, por meio de vieses e falhas estruturais.
Essa exclusão tem um custo real: a expectativa de vida de pessoas negras com SD é até 50% menor, não por biologia, but por falta de acesso a cirurgias, diagnósticos e terapias.
Usamos uma estratégia de 3 pilares para criar uma mudança sistêmica, como detalhado na Nova Arquitetura de Marca.
Usamos a fotografia documental e exposições para humanizar os dados, combater a invisibilidade simbólica e sensibilizar o grande público.
Geramos autoridade científica através da Pesquisa Nacional e do app InvisibiliDADOS, criando a evidência necessária para a luta.
Atuamos em conselhos e capacitamos gestores e profissionais (InvisibiliLEARN) para transformar os dados em políticas públicas eficazes.
Nossa credibilidade é construída através de parcerias estratégicas e participação ativa em espaços de decisão (Fonte: Biografia).
do Instituto Jô Clemente (Antiga APAE de SP)
do Observatório de Saúde da População Negra (Fiocruz/MS)
de Comunicação da Federação Brasileira das Associações de SD
Nosso trabalho pioneiro tem sido reconhecido por seu mérito artístico e profundo impacto social, validando a urgência da nossa causa em nível nacional e internacional.
Nossa mensagem está alcançando o grande público através de veículos de mídia de renome.
Nossa missão depende de aliados. Apoie nosso trabalho de pesquisa, advocacy e arte para garantir que a inclusão seja, de fato, para todos.
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